Divórcio e família: dicas para enfrentar os desafios desse período

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInPin on PinterestShare on Google+Email this to someone

A relação divórcio e família é um tanto ou quanto delicada. Quando casamos e iniciamos uma vida em comum, temos muitos sonhos e expectativas sobre um futuro maravilhoso à frente. Não passa pela cabeça que a felicidade de hoje pode um dia pode vir a ser um grande pesadelo. As mudanças pessoais e diferenças podem gerar brigas e desentendimentos que podem conduzir o casal a um ponto crucial: o processo de divórcio.

>> Escritório de direito de família em Florianópolis

Qualquer separação é sempre um período muito difícil na vida de qualquer pessoa. É um evento muito impactante, e seus reflexos psicológicos, emocionais e materiais se refletem em várias esferas da vida. Quando se está no meio da turbulência provocada por uma separação, é bastante comum perder a calma e entrar em desespero. Pensando nisso, resolvemos criar esse post com algumas dicas valiosas para enfrentar esse momento difícil e delicado da vida de um casal. Confira agora nosso post sobre divórcio e família!

Divórcio e família: como enfrentar esse período?

Divórcio e família

Divórcio e família: dicas para enfrentar esse período

Brigas e desavenças familiares

A briga nunca é o melhor caminho. Às vezes o relacionamento está mesmo tão conturbado, que o contato entre o antigo casal resulta em grande desgaste e discussões.

Embora seja difícil conter as emoções, que nesta fase sempre estão à flor da pele, é importante ter em mente que brigas tendem a piorar o cenário. Quanto mais disputa e antagonismo houver, mais difícil fica o diálogo. E um diálogo maduro é necessário não apenas para facilitar o processo e as soluções jurídicas, mas também para facilitar a superação dos desafios psicológicos e emocionais da separação.

Por isso, é importante adotar uma postura ativa e um esforço pela paz. Muitas desavenças podem ser resolvidas com o diálogo, e existem uma série de mecanismos que jurídicos e terapêuticos que podem ser adotados para facilitar a conversa.

A conciliação, a mediação, a adoção de práticas colaborativas, trabalhos de constelação familiar com profissionais da área da psicologia, dentre outros, fazem parte dos cada vez mais utilizados meios alternativos de resolução de conflitos, e trazem benefícios inestimáveis para pessoas que estão passando por esta fase. Geralmente são bem mais baratos e eficazes na solução das divergências, e trazem resultados que vão além da solução jurídica: auxiliam no processo de cura e pacificação daqueles que saem feridos com a ruptura.

Meios alternativos de solução de conflitos vem ganhando cada vez mais espaço, e seu uso é regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ. Caso você queira se aprofundar no assunto, já fizemos um post explicando alguns detalhes sobre a Conciliação.

Busque o diálogo e fale com o seu advogado para esclarecer o caso. Brigar só causa mais transtornos e acaba prolongando um processo que poderia ser solucionada de maneira rápida e eficaz, e há muitas ferramentas disponíveis para viabilizar um acerto.


Você pode se interessar por esses posts:

Divórcio em cartório: saiba como fazer

Dicas para um divórcio descomplicado: confira as principais

Qual a idade máxima dos filhos para pagamento de pensão alimentícia


Problemas Financeiros

Dentre os problemas que podem surgir com um divórcio, os financeiros podem dar muita dor de cabeça aos envolvidos. Por exemplo, as dívidas adquiridas durante o casamento em benefício da família podem ser dividas na hora do divórcio, a depender do regime de bens adotado. Da mesma forma, o patrimônio construído também é partilhado, o que resulta, em muitos casos, em uma perda significativa do padrão de vida que se tinha quando casado.

Outra preocupação comum advinda do divórcio, é a obrigação de pagar pensão alimentícia. Embora cada vez mais se consolide o entendimento de que cada adulto deve ser responsável por seu próprio sustento, em alguns casos especiais é possível que um cônjuge tenha que pagar alimentos ao outro, seja de forma temporária, seja de forma permanente. Além disso, filhos menores ou incapazes também têm direito a receber alimentos. É muito importante que a pessoa tenha ciência do seu novo padrão de vida após o divórcio, para não comprometer-se com um valor de pensão alimentícia que possa se tornar inviável.

Despesas com o processo e o pagamento dos honorários dos advogados também são dúvidas que surgem na hora do divórcio. Caso o divórcio seja feito de maneira amigável, será possível contratar os serviços de apenas um advogado e as despesas com honorários poderão ser divididas entre ambas as partes do casal. Caso não seja possível um consenso, cada um deverá contratar o seu advogado. Além dos honorários, é importante que o casal esteja ciente que incidirão também custas judiciais ou cartorárias, e em alguns casos, o pagamento de tributos.

Divisão de bens

Uma das dúvidas mais recorrentes quando dá-se início ao processo de divórcio é sobre a partilha de bens. Caso não haja um consenso entre as partes, a divisão dos bens adquiridos durante o casamento obedecerá ao regime de bens escolhido ou imposto aos cônjuges no momento da celebração do casamento, cabendo ao juiz determinar a divisão.

Alienação parental

É muito comum casais que se divorciam começarem uma guerra pelo amor de seus filhos, ou usarem as crianças com o objetivo de provocar a outra parte. Infelizmente muitos adultos não conseguem avaliar o profundo dano emocional e psicológico que provocam nas crianças e adolescentes, ao agirem desta forma.

A alienação parental é caracterizada por genitores que impedem ou dificultam a criança, ou adolescente, de estabelecer vínculos com pai ou mãe, por meio de estereótipos negativos, denegrindo a imagem do outro genitor, o que causa um afastamento entre o filho e o pai ou entre a mãe.

Conforme previsão da lei nº 12.318, de 26 de agosto de 2010 , no Brasil a alienação parental é considerada um crime e pode acarretar no pagamento de multas e, até mesmo, na suspensão da autoridade parental.
Também com vistas a reduzir o impacto da separação na pessoa dos filhos, é ainda mais indicada a adoção de meios alternativos de resolução de conflitos nos casos em que há disputas envolvendo crianças e adolescentes. Soluções pacíficas garantem um ambiente de estabilidade, onde as crianças e adolescentes possam continuar se desenvolvendo de forma sadia, mesmo após a separação dos pais.

Quer saber mais sobre divórcio e família e, ainda, sobre diversos temas do direito da família e direito empresarial? Confira os outros posts do nosso blog!


Gostou do post? Este artigo foi escrito com orientações de Larissa Franzoni, Advogada especialista em Direito de Família e Sucessões e Gestão e Direito Tributário, inscrita na OAB/SC sob o nº 22.996. Caso tenhas alguma dúvida com relação ao assunto abordado, fique à vontade para escrever um e-mail: larissa@franzoni.adv.br. Curta nossa fan page no Facebook e acompanhe nossas atualizações!

LEMBRE-SE: este post tem finalidade apenas informativa. Não substitui uma consulta a um profissional. Converse com seu advogado e veja detalhadamente tudo que é necessário para o seu caso específico.